PERMITA-SE SER CONFRONTADO

31 de agosto de 2013

(2ªSamuel. 12:1) O SENHOR enviou Natã a Davi.

É muito apropriado que Natã signifique “PRESENTE”, pois nele Deus concedeu a Davi uma grande benção. Natã era um profeta, um conselheiro e um cronista da história de Israel. Ele foi o homem que trouxe a Davi as boas novas da benção de Deus. Ele também foi o homem que trouxe a Davi as notícias da disciplina de Deus, por cometer adultério com Bate-Seba e enviar Urias para a morte na batalha.

O décimo segundo capitulo do segundo livro do profeta Samuel nos conta como Natã confrontou o Rei Davi a respeito de seu pecado. Natã contou-lhe uma parábola comovente sobre um homem rico e ímpio (com muitas ovelhas) que tomou a única cordeira de um pobre homem para oferecê-la a um convidado. Quando Natã terminou a história, Davi estava pálido. “O HOMEM QUE FEZ ISSO MERECE MORRER”, ele esbravejou.

Natã teve coragem de olhar para o Rei nos olhos e dizer: “VOCÊ É ESSE HOMEM!” então Natã delineou para Davi as conseqüências do seu pecado. Deus usou esse destemido profeta para devolver a Davi a sua sensatez e levá-lo ao arrependimento.

Meu querido irmão, minha querida irmã que faz a igreja de Jesus, você tem alguém em sua vida que exige sua responsabilidade, que lhe faz perguntas difíceis, que o ama o suficiente para lhe dizer a verdade mesmo que lhe machuque? Se tiver agradeça a Deus pelo valioso presente que Ele lhe deu. Se não, peça ao Senhor para colocar tal pessoa em sua vida. Todos nós precisamos de um Natã.

Precisamos de alguém em nossas vidas que nos digam a verdade corajosa e amavelmente.

Um forte e caloroso abraço,

Pr. Celso Adriano

É POSSÍVEL TER CERTEZA DA VIDA ETERNA?

24 de junho de 2013

Deus quer que seu povo desfrute da salvação, mas não é possível desfrutar dela se você não sabe se a possui ou se não sabe explicar aos outros a maneira bíblica de ter certeza dela.

Raciocine comigo, a certeza da salvação vem principalmente por meio da Palavra de Deus. Por exemplo:

(João 5:24) Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.

Quem fala nesse texto? Jesus Cristo.

  • Ele pode mentir? Não.
  • Ele pode enganar? Não.
  • Ele pode ser enganado? Não.
  • Se ele disse, é verdade? Sim.

Então vamos analisar o que ele disse:

Ele disse:Quem ouve a minha palavra”…

Isso significa ouvir o Evangelho e nele crer.

Pergunte-se: Já ouvi o Evangelho de Jesus e nele acreditei?

Ele disse: “…e crê naquele que me enviou”…

Isso significa crer que Deus enviou Jesus para salvar o pecador.

Pergunte-se: Creio que Deus enviou Jesus para salvar minha alma?

Ele disse: “…tem a vida eterna”…

Isso significa que quem crer em Cristo não vai ter a salvação, mas sim, TEM a salvação (o tempo do verbo está no presente).

Pergunte-se: Eu cri em Jesus e por isso acredito que tenho a salvação?

Ele disse: …“não entra em juízo”…

Isso significa que quem crer em Cristo já foi julgado e absolvido por meio da obra de Cristo na cruz.

Pergunte-se: Eu acredito que na cruz Cristo assumiu o meu lugar levando sobre si a minha condenação?

Ele disse: …“mas passou da morte para a vida”.

Isso significa que quem crer em Cristo jamais poderá ser separado de Deus (morte espiritual é separação entre o homem e Deus).

Pergunte-se: Eu creio que estou unido (vida espiritual) a Deus por meio de Cristo?

Caso suas respostas tenham sido “SIM”, não tenha dúvidas você é mais rico do que pensa. Você possui a vida eterna.

Deus quer que baseemos a certeza de nossa salvação no que há de mais certo no universo: A sua Palavra. A certeza de nossa salvação não tem nada a ver com sentimentos, mas sim, com a convicção que a Palavra de Deus nos trás. A questão não é o que sentimos, mas o que a Palavra de Deus diz. Se ela diz que aquele que crer em Jesus tem a vida eterna, isso passa a ser um fato incontestável e inquestionável simplesmente porque “ASSIM DIZ O SENHOR”.

HONRAR OS PAIS

10 de maio de 2013

Honrar alguém é reverenciar dando a essa pessoa posição preeminente. É respeitar não apenas pelo que o outro fez, mas essencialmente pelo que o outro é. Você pode até não concordar comigo e me honrar não me faltando com o respeito. Dessa forma, nem sempre os filhos concordarão com os pais, mas os honrarão dando-lhes sempre o respeito devido.

A exortação divina tem sido sempre no sentido de que devemos sim, honrar nossos pais. Isso é tão significativo para Deus que ele inseriu essa verdade nos famosos dez mandamentos.

(Ex. 20:12)  Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

E mais tarde inseriu no Novo Pacto.

(Ef. 6:1-3) Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

No contexto vetero testamentário a rebelião contra os pais era punida com o mais alto rigor. Vejam por exemplo:

(Ex. 21:15-17) Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto. O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto. Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto.

Ao passo que os que viviam honrando seus pais eram abençoados. Vejam esse exemplo:

(Jr. 35:18-19) À casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus preceitos, e tudo fizestes segundo vos ordenou, por isso, assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na minha presença.

No contexto do Novo Pacto uma das maneiras de perceber uma pessoa que está ausente da comunhão com Deus é a desobediência aos pais. Vejam o que diz Paulo escrevendo a igreja de Roma.

(Rm. 1:28-30) E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

Outro exemplo que nos é dado pelo Novo Pacto quanto a dificuldade espiritual que aconteceria nos últimos dias é a desobediência aos pais. Vejam mais uma vez o que nos diz Paulo ensinando ao jovem pastor Timóteo.

(2ªTm. 3:1-2) Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,

É um fato posto a nós pelas Escrituras que devemos honrar nossos pais. Inclusive esse mandamento é acompanhado de uma promessa. Veja o ensino de Paulo à igreja de Éfeso.

(Ef. 6:2-3) Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

Acredito que a Palavra de Deus não mente, e por essa razão, não vejo indo bem aqueles que vivem desobedecendo aos seus pais. Percebo que para agradar a Deus e consequentemente viver sendo abençoado é preciso viver honrando nossos pais. No entanto, sei que isso nem sempre é fácil e divertido, sei também que às vezes precisamos da graça de Deus para viver honrando aos pais. Mas o fato é, se quisermos agradar a Deus precisamos seguir a trilha do caminho que honra aos pais. É a própria Palavra de Deus quem nos garante isso.

(Cl. 3:20) Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor.

A NOSSA MANEIRA

13 de abril de 2013

(Levítico. 10:1) Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.

Os filhos de Arão Nadabe e Abiú eram da linhagem direta do sumo sacerdote e sobrinhos do grande líder do povo de Deus. O Pai deles apresentava os homens a Deus e o tio apresentava Deus aos homens. Eles tiveram o privilégio de enxergar a santidade e o poder do altíssimo nas pragas do Egito e na entrega da Lei no Sinai. Foram consagrados solenemente para servir a Deus diante do tabernáculo e do povo. Eles conheciam em primeira mão o sistema de sacrifícios e o pecado que faziam os sacrifícios necessários.

Mas apesar de tudo isso, Nadabe e Abiú ignoraram a maneira que Deus queria que as coisas fossem feitas. Eles por vontade própria trouxeram brasas não consagradas para queimar no altar do Senhor. Isso atraiu a disciplina fatal e imediata de Deus.

As mortes desses filhos de Arão nos ensinam a seguinte verdade: “NÃO BASTA CONHECER O QUE É CERTO, É PRECISO FAZER O QUE É CERTO”. Tenha cuidado para não ignorar os mandamentos de Deus. A desobediência sempre nos conduz a consequências danosas. E quando a consequência chega de nada vale chorar por misericórdia, pois, a consequência trás dor e lágrimas. Dessa forma, conheça a vontade de Deus e siga a sua direção e tenha uma vida de paz e crescimento.

Lembre-se, está familiarizado com o que é certo não significa que estamos certos.

CHEGANDO LÁ

4 de abril de 2013

INTRODUÇÃO:

Não é novidade que muitos querem alcançar o sucesso. Não é novidade também que muitos tentam alcançar o sucesso. Mas também não é novidade que muitos desistem diante dos obstáculos que existem na caminhada rumo ao sucesso. Acredito que a inobservância de alguns elementos estratégicos tem tirado dessa corrida várias pessoas que tanto almejavam o sucesso. Por essa razão, estou convencido que dentre tantos passos imprescindíveis ao êxito, dois se destacam. Quais seriam?

1. MANTENHA EQUILÍBRIO EM SEU FOCO.

Uma vez que você estabeleceu um objetivo e está focado na tarefa de alcança-lo, tenha cuidado para não desequilibrar seus esforços nessa tarefa. Cuidado para não ir com muita sede e gastar toda energia no inicio da caminhada. Quando isso acontece, começa a chegar o cansaço, a rotina começa a minar sua força e o desânimo torna-se um grande obstáculo. Não esqueça que você é um ser humano, e como tal, precisa de lazer, de dormir e de relacionar-se com Deus. A inobservância desses elementos transformará sua caminhada rumo ao sucesso em um fardo muito pesado. Logo, é de importância singular o equilíbrio em seu foco.

Um segundo passo imprescindível é:

2. MANTENHA VIVA NA MEMÓRIA UMA FIGURA DA RECOMPENSA ALMEJADA.

Lembrar-se da recompensa de nosso trabalho nos motiva a continuar. Um carro para se deslocar de um lugar para outro precisa de combustível em seu tanque. De semelhante modo, precisamos encher nosso tanque de motivação para alcançar nossos objetivos. E sem dúvida, um excelente combustível para nós é a lembrança da recompensa que sonhamos alcançar. Em quase tudo que fazemos temos o objetivo de ganhar alguma coisa, seja no material ou no emocional. Construir e manter viva na memória uma figura da recompensa pretendida nos fará rumar em sua direção com mais intensidade e determinação.

CONCLUSÃO:

É fato incontestável que existe o seleto grupo que alcançou o sucesso. E esses, não hesitaram em manter equilibrado seu foco; além de construir e manter viva na memória uma figura da recompensa pretendida. A luz disso, porque não seguir os passos de quem já conhece o caminho?

O QUE NOS DESTRÓI

28 de setembro de 2012

O que nos destrói não são os demônios nem o diabo, mas sim, nossa ignorância ao que concerne a vontade de Deus. Meus queridos, certa vez o Senhor disse que seu povo estava sendo destruído por falta de conhecimento.

(Os. 4:6a) O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.

Esse texto está inserido em um contexto de falta de conhecimento e prática da vontade de Deus. Àquele povo experimentava ignorância em relação à vontade de Deus para as diferentes áreas de suas vidas.

Como a ignorância de um povo que viveu há tanto tempo atrás pode dialogar conosco hoje. Qual ignorância hoje nos faz tanto sofrer?

  • Ignorância pessoal (Aprenda como Deus quer que você trate a si mesmo);
  • Ignorância social (Aprenda como Deus quer que você trate os outros);
  • Ignorância cósmica (Aprenda como Deus quer que você trate o ambiente em que vive);
  • Ignorância espiritual (Aprenda como Deus quer que você se relacione com Ele).

Uma vez que adquirimos o conhecimento de qual a vontade de Deus para nossa vida, o que os demônios e o diabo podem fazer conosco?

(Tg. 4:7) Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

Nada lhe faz resistir melhor ao diabo do que eliminar sua ignorância quanto à vontade de Deus.

Pr. Celso Adriano da Silva é pastor da Igreja Batista da Esperança em Natal/RN (CBB), é graduado em teologia pelo Seminário Batista Bereiano, é graduado nacional do Instituto Haggai e professor do Seminário Teológico Batista Potiguar.

QUEM DETERMINA NOSSA IDENTIDADE E NOSSO VALOR?

7 de setembro de 2012

“Descobri que é muito importante não deixar que as queixas dos outros, as exigências dos outros, os julgamentos dos outros, as condenações dos outros, a incompreensão dos outros, a raiva dos outros, o pecado dos outros, etc, definam nosso valor e nossa identidade. Se houve vezes em que fiquei em apuros e me senti muito abalado, foi quando permiti que o meu valor e a minha identidade fossem definidos por aquilo que os outros disseram ou pensaram sobre minha vida. Hoje entendo que quando me permito fazer isso, mato meu vigor e minha própria autoestima.

Aprendi que nos momentos de incertezas e dor devo ir a Jesus e junto dELe lembrar como Ele me vê, lembrar como sou precioso para Ele, como Ele me amou ao ponto de morrer por mim. E quando faço isso, sempre sou erguido de um ponto de vista pífio, para uma nova e relevante ótica da vida.

Quando “eu permito que Jesus defina meu valor e minha identidade, experimento a alegria de Jesus como a minha força”.

Esse é o prisma ótico pelo qual enxergo a vida.

E o seu, qual tem sido?

Celso Adriano da Silva

Pastor da Igreja Batista da Esperança

QUEM É O CULPADO? E O QUE DEVO FAZER?

27 de agosto de 2012

Costumamos culpar quem quando perdemos o domínio da situação? Deus, os outros ou a vida. Em minha experiência tenho percebido que na maioria das vezes nós somos os únicos responsáveis pela criação de nosso caos. Isso tem me ensinado que na busca do culpado pela turbulência de nosso voo pessoal, um dos melhores lugares para procurar é o espelho.

Veja bem, costuma-se culpar Deus por não encontrar um homem ou uma mulher cristã (o) para casar, mas o lugar onde normalmente se procura é no mundo ou entre os evangélicos carnais. Costuma-se culpar o marido que insiste em não querer ir para a igreja, mas quem resolveu casar com um homem descrente? Costuma-se culpar a vida pela não aprovação no concurso público, mas ao invés de apegar-se aos livros o que se tem feito é ser apegado a globo. Costuma-se culpar a igreja por ela está parada, mas nos esquecemos de que a igreja somos nós. Costuma-se reclamar do trabalho que exercemos, mas nos esquecemos de que quem estava na entrevista solicitando a vaga para esse trabalho era você.

Queridos, a maioria das consequências que enfrentamos nada mais é do que o produto das ações que empreendemos. Se parássemos mais para refletir antes de agir, teríamos bem menos consequências a enfrentar.

E agora, o que fazer? Recorro mais uma vez a minha experiência pessoal, tenho percebido que o melhor antidoto contra as agruras de uma danosa consequência é a obediência a Deus. Vou partilhar com você um texto da Palavra de Deus que em meu entendimento muito nos diz sobre esse contexto.

(Lc. 6:46-49)  “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?  Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.  É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída.  Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa”.

Caso nesse tempo você seja objeto de uma dolorosa experiência, meu conselho é que você procure mais intensamente orientar suas ações na Palavra de Deus. Sabe por quê? Foi ele quem lhe criou, e é ele quem sabe o que é melhor para você.

Eu penso assim, e você?

O QUE REALMENTE SERÁ IMPORTANTE DAQUI A 100 ANOS.

18 de julho de 2012

Por um pouco de tempo dedique suas energias para pensar como uma pessoa inteligente. Vamos lá.

Se daqui a 100 anos você:

  1. Residiu em um condomínio de luxo ou em uma favela;
  2. Fez uso das melhores roupas ou usou roupas de liquidação;
  3. Viajou para a Europa ou nunca saiu de sua cidade;
  4. Alimentou-se de picanha ou só comeu carne de terceira;
  5. Descansou nas melhores camas ou em uma esteira;
  6. Passeou nos melhores carros ou sempre esteve no busão;
  7. Tinha muitos empregados ou era um dos empregados;
  8. Pisava em tapetes luxuosos ou no chão batido;
  9. Era contado entre a alta sociedade ou era um cidadão comum;
  10. Tinha uma rica conta bancária ou vivia no perrengue.

Que diferença fará isso daqui a 100 anos? Nenhuma. Absolutamente nenhuma.

Entretanto… Fará muita diferença daqui a 100 anos se você conheceu hoje Jesus ou não. Esse fato determinará se daqui a 100 anos você estará no céu ou no inferno. Aliás, essa diferença não será feita apenas daqui a 100 anos, mas sim, durante toda a eternidade! Essa diferença é tão acentuada porque Jesus disse:

(Mt. 16:26) Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?

Isso não tem nada a ver com religião, isso tem a ver com inteligência.

Pense nisso…

SONO DA ALMA?

26 de junho de 2012

Texto Bíblico: 1ªTs. 4:14-17

(1ªTs. 4:14-17) Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

(1ªTs. 4:13) Não sejais ignorantes acerca dos que já dormem

(Dn. 12:2) Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.

(Mt. 27:52) abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram.

(Mc. 5:39) Ao entrar, lhes disse: Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme.

(Lc.8:52) E todos choravam e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme.

(1ªCo. 11:30) Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.

(1ªCo. 15:6) Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.

(1ªCo. 15:18) E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

INTRODUÇÃO:

A palavra “Dormir” quando faz referência às pessoas chamadas pelo Senhor para a eternidade futura tem sido veiculada com o fim de validar uma doutrina chamada “sono da alma”. Argumentam os postulantes dessa doutrina que os que morreram estarão em inação (dormindo) até a ressurreição. Esses tentam justificar seu argumento com textos como os acima citados.

Contesto esse argumento que se mostra frágil em sua sustentação hermenêutica e exegética realizando os seguintes exercícios.

1. ANALISANDO A DUALIDADE NA CONSTITUIÇÃO HUMANA.

A Bíblia diz em (Gn. 2:7) que o homem apenas foi considerado um ser vivo após a união do campo da existência material (corpo – pó), com o campo da existência imaterial (alma).

(Gn. 2:7) Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.

Perceba que o corpo foi formado do pó da terra (material), e a alma (imaterial) foi constituída a partir do fôlego de vida. Apenas após a junção desses dois campos existenciais o ser foi considerado vivo. A vida como conhecemos é o produto da junção do material com o imaterial vivificado pelo fôlego de Deus.

Uma vez que está estabelecida a dualidade humana, precisamos agora:

2. ANALISAR O ELEMENTO METAFÓRICO.

Quando a Escritura apresenta a palavra dormir, ela está fazendo um exercício metafórico ao corpo, ela não esta fazendo qualquer referência ao campo da existência imaterial (alma) do ser humano. Isso, por si só, já nos diria que o campo da existência imaterial (alma) não morre, nem dorme. A Bíblia não faz nenhuma referência com a palavra dormir a alma humana, mas sim, ao corpo humano. É importante lembrar que o Novo Testamento advoga que o corpo do meliante crucificado ao lado de Jesus ficou dormindo (morto), mas seu espírito foi conduzido para o paraíso com Cristo.

(Lc. 23:42-43) E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

Após analisar o elemento metafórico, agora vamos:

3. ANALISAR O INTELECTO DA ALMA HUMANA.

A Revelação Escrita de Deus nos diz que é pelo campo da existência imaterial que exercitamos a inteligência. Vejamos o que nos diz (Jó. 32:8)

(Jó. 32:8) Na verdade, há um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz sábio.

É fato que os sentidos humanos como audição, olfato, tato e visão são expressos a partir do campo da existência material (corpo), mas é somente pelo campo da existência imaterial (alma) que exercemos o intelecto e a razão.

Seguindo a mesma linha de raciocínio o apóstolo Paulo ensinou a relação de inteligência e razão com o espírito humano (imaterial). Vejam o ensino de Paulo escrevendo a igreja de Roma.

(Rm. 7:22) Porque, no tocante ao homem interior *(imaterial), tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros *(material), outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.

* Acréscimo meu.

Isso claramente nos mostra a capacidade intelectual da alma.

Uma vez feito isso, vamos agora:

4. ANALISAR O TERMO DORMIR EM SEU SENTIDO ORIGINAL.

O termo (KOIMAW – dormir) é usual para falar sobre sono natural. Veja (Mt. 28:13).

(Mt. 28:13) recomendando-lhes que dissessem: Vieram de noite os discípulos dele e o roubaram enquanto dormíamos.

Logo o termo está ligado ao sono do corpo e não da alma.

O uso desse termo como metáfora é pertinente por representar uma feliz mostra da apresentação que se dá no que concerne a um corpo dormindo com um corpo mortificado. Inação é o que caracteriza os dois estados em que o corpo se encontra. A sugestão desse ambiente metafórico é argumentar que a essência do ser não inexiste com o sono do corpo, assim sendo, a alma (imaterial) não deixa de existir, nem de se relacionar mesmo ausente do lugar onde as pessoas podem acessar o corpo que foi mortificado.

Continuando nosso exercício agora vamos:

5. ANALIZAR A CONSCIÊNCIA DOS MORTOS.

Existem movimentos que acreditam na dualidade do ser (espírito e corpo), mas entendem que após cessar a existência física (a morte), a existência imaterial (a alma) fica inconsciente por não ter contato com o corpo que lhe propicia os sentidos. Concernente a isso, julgo singular informar que o elenque de sentidos do campo da existência física (o corpo) apenas dão conhecimento a cerca do mundo material ao campo da existência imaterial humana (a alma). Mas é absolutamente importante saber que as capacidades de consciência da alma independem do corpo. O próprio Jesus corrobora com a consciência dos que morrem ao ensinar através de uma parábola essa verdade.

(Lc. 16:20-31) Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.

É cristalino perceber a capacidade de intelecto que propicia o dialogar entre Abraão, Lázaro e o homem que fora rico. Isso de maneira indelével nos mostra a capacidade do exercício da consciência após a morte.

Além disso, podemos também perceber outro ensino de Jesus quando entregou o Espírito consumando a obra da redenção humana. O que fez Ele durante os dias após a sua morte e antes de sua ressurreição? Vejam o que nos ensina o apóstolo Pedro.

(1ªPe. 3:18-20) Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água.

Está absolutamente claro que Jesus não pregou ratificando a condenação da geração de Noé a espíritos inconscientes (que estavam dormindo). Foi, é e será desnecessário falar a pessoas inconscientes (que estão dormindo).

Nosso exercício continua, agora vamos:

6. ANALIZAR O FATOR RESSURREIÇÃO.

Da mesma forma que estamos cônscios da temporalidade do sono, também sabemos da temporalidade da mortificação do corpo. É de uma lógica cristalina que a ressurreição em voga refere-se especificamente ao corpo humano e não a alma. De onde constituo esse argumento? Raciocinem comigo:

A) O termo KEIMAOMAI vem da raiz KEIMAI que significa deitar-se. A alma é imaterial, logo, não tem forma humana para deitar-se.

B) Em todo o Novo Pacto o termo ressurreição é especificamente usado para o corpo humano, e nunca para a alma. Percebe-se então que esse termo não pode ter aplicabilidade para o campo da existência imaterial (alma) do ser humano.

C) Quando a existência física (corpo) retorna ao seu local de origem, o pó (Gn. 3:19).

(Gn. 3:19) No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

A existência imaterial (alma e espírito) volta ao seu criador (se salvo) como advoga (Ec. 12:7).

(Ec. 12:7) e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

Com essa argumentação hermenêutica a Bíblia não poderia estar advogando o ideário de um relacionamento entre Deus e uma alma dormindo.

Pelo ambiente metafórico criado pelo termo dormir percebe-se a seguinte realidade.

A) O campo da existência física (corpo) de um ser chamado para a eternidade futura está dormindo (morto), mas seu campo de existência imaterial (alma) está com Deus como ensina Paulo aos Filipenses.

(Fp. 1:23) Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.

Metaforicamente falando esse campo da existência física (corpo) será acordado e experimentará uma transformação de corpo corruptível em um corpo incorruptível como ensina Paulo aos Coríntios em sua primeira carta.

(1ªCo. 15:50-52) Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Vamos exercitar agora uma:

7. ANALISE DO ELEMENTO HISTÓRICO.

A doutrina do sono da alma tem sido a forma de crer que a consciência da alma após a morte é inverídica. Seus proponentes ao longo dos anos tem afirmado a existência da alma após a morte em um repouso (sono) inconsciente.

O historiador Eusébio mencionou a existência de um grupo sectário entre os Sauditas que defendiam essa doutrina no século III. No período da idade média encontrou-se os psicopaniquianos que também defendiam essa doutrina. Já no período da reforma essa doutrina era vivenciada por um grupo chamado anabatistas. No século XIX esse conceito doutrinário foi praticado pelos irvingitas ingleses. Nos dias atuais essa doutrina é defendida pelos russelitas, testemunhas de Jeová e os adventistas do sétimo dia.

Vamos agora:

8. PERCEBER O QUE PENSA A DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA SOBRE O ESTADO DE CONSCIÊNCIA APÓS A MORTE.

Transcrevo o item XVIII da supracitada declaração.

Todos os homens são marcados pela finitude, de vez que, em consequência do pecado, a morte se estende a todos.1 A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo enquanto estão neste mundo.2 Com a morte está definido o destino eterno de cada homem.3 Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor”.4 Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus.5 Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como a negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram.6

CONCLUSÃO:

Percebo está claro que o termo “dormir”, não figura a intensão ou aplicação de uma hermenêutica e exegese que advogue o sono ou inconsciência da alma após a morte.

Logo, a argumentação do sono da alma defendido e proclamado pelo holístico argumento dos movimentos sectários apresenta-se frágil nos diferentes lastros tratados acima e em sua sustentação Bíblica no que concerne aos textos originais.